Evangelho (Marcos 1,21b-28 )
Terça-Feira, 13 de Janeiro de 2009
1a Semana Comum
21Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.
23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”!
26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galiléia.
Oração
Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!
Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!
Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!
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O que mais me impressionou nesse texto, não foi a autoridade de Jesus ou o espanto das pessoas com Seu ensinamento, foi a reação do espírito mau.
O espírito mau se dirigiu a Jesus com que desesperado, perguntando o que Jesus queria “deles”.
O demônio tremeu diante da presença de Jesus, da Presença do próprio Deus encarnado.
Estar na presença de Deus é sempre um momento de crise, como foi dito por um famoso e respeitado arcebispo ortodoxo:
“…é muito importante considerar que um encontro face a face com Deus é sempre, para nós, uma ocasião de julgamento. Não podemos encontrar-nos com Deus na oração, na meditação ou na contemplação, sem que sejamos salvos ou condenados. Eu não me refiro aos termos definitivos da salvação ou condenação eternas como já concedidas e recebidas, mas sim a um momento crítico, a uma crise. “Crise” vem do grego e significa “julgamento.” O encontro com Deus face a face, na oração, torna-se um momento crítico em nossas vidas.” (Escola de oração, Anthony Bloom)
Existe um episódio conhecido por todos que mostra bem o quão aterradora é essa Presença:
“Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã.
Um dia em que conduzira o rebanho para além do deserto, chegou até a montanha de Deus, Horeb.
O anjo do Senhor apareceu-lhe numa chama (que saía) do meio a uma sarça. Moisés olhava: a sarça ardia, mas não se consumia.
“Vou me aproximar, disse ele consigo, para contemplar esse extraordinário espetáculo, e saber porque a sarça não se consome.”
Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver, chamou-o do meio da sarça: “Moisés, Moisés!” “Eis-me aqui!” respondeu ele.
E Deus: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.
Eu sou, ajuntou ele, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”.
Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para Deus.”(Êxodo 3,1-6)
Não basta nos admirarmos com Suas Palavras e Sua autoridade como fizeram os da sinagoga de Cafarnaum ou com o extraordinário espetáculo como fez Moisés, devemos reconhecer o quão pequenos e pecadores somos, tirar as sandálias da vaidade, comodismo e pecado que nos impedem de tocar na terrar santa. Quando estamos com Ele, imediatamente temos que tomar uma decisão, ou tiramos as sandálias dos nossos desejos, comodismos e planos ou saímos de perto d’Ele.
Deus nos chama para Sua intimidade e todo chamado exige uma resposta. Respondamos como Moisés!
Para finalizar:
Precisamos aprender a não limitar a nossa intimidade com Jesus aos momentos “oficiais” e separados para isso, como missa, grupo de oração, oração pessoal e etc, todos os momentos são momentos de responder ao chamado e tirar as sandálias.
Onde estivermos, estejamos com Jesus.
Para onde formos, iremos com Jesus.
O que fizermos, faremos com Jesus.
Nunca sozinhos, sempre acompanhados de Jesus.
A qualquer momento, em qualquer situação, haja o que houver.
Se a Presença de Deus pode ser comparada a um oceano infinito, não fiquemos na beira da praia nos banhando de pouquinho, vamos mergulhar.